domingo, 24 de abril de 2016

Um aviso do Além



MISTERIOS ESPIRITUAIS –

Um aviso do Além

1978

O dia já amanhecia numa bela manhã de agosto e fui acordado por uma voz que me chamava.
Ainda sonolento abri meus olhos e vi a imagem do meu tio Zeca que falou sem dar maiores explicações:
- Carlos, eu estou preocupado com a saúde do meu filho Francisco.
Francisco era o seu filho caçula. Já um homem feito, parecia distribuir saúde, o qual carinhosamete o chamávamos de Chicão.
A princípio eu não entendi porque o motivo daquele aviso.
Meu pai logo surgia a copa para seu café da manhã e eu fui até ele e comentei o ocorrido:
- Papai – comecei falando – Tio Zeca me acordou esta manhã e estava preocupado com a saúde do Chicão. Como vai ele de saúde?
Papai mostrando surpresa respondeu:
- Ontem eu o vi na fabrica e me pareceu bem sadio e disposto. O que o Zeca disse?
- Não disse muita coisa. Apenas se mostrava preocupado com a saúde do filho.
Papai manteve-se em silêncio e continuou a tomar seu café. Depois foi para para a industria sem tocar mais o assunto.
Devia ser bem antes das nove horas, quando ele ligou para a mamãe pedindo que eu fosse até a indústria.
Troquei de roupas e fui encontrar papai.
Ao chegar lá ele apenas disse-me:
- Meu filho, João Correia quer que você lhe fale sobre que o Zeca te falou.
João Correia alem de filho do tio Zeca, era o presidente da industria (cera de carnaúba, sabão, sabonete e velas). Papai era uns dos diretores.
Fui até João Correia e este pediu que lhe cotasse o que eu havia visto e ouvido do tio Zeca. Fiz meu relato e não entrei em maiores detalhes, mesmo porque nada havia além do recado deixado pelo meu tio.
Então, o Chicão surgiu próximo ao bebedouro a alguns metros e João Coreia disse:
- Olhe ali o Francisco. Ele está sadio e não tem adoecido há vários meses.
Fiquei com cara de tacho. Não que eu desejasse que Chicão estivesse doente, mas sua saúde parecia desmentir categoricamente a minha estória.
Deixei a indústria sem entender o que havia de fato acontecido que motivasse o aviso do tio Zeca.
Nesta época eu morava em Salvador. E estava na cidade dos meus pais de férias. Todos os anos eu costumava passar minhas férias com eles. Tão logo minhas férias acabaram retornei para Salvador.
Dois meses depois, recebi um telefonema do meu pai em que ele me dizia que o Chicão havia sofrido um neurisma cerebral e se deslocado para o Rio de janeiro para se tratar. Naquela época, Chicão tinha uma empresa de vídeos que costurava cobrir eventos, inclusive de casamentos.
Dois meses já haviam transcorrido desde etão, quando recebi outro telefonema do meu pai, em que ele me informava.
- Carlos meu filho, Francisco acabou de falecer enquanto fazia uma cobertura de um casamento. Ele estava no altar e caiu morto, fulminado devido a um ataque de neurisma.
Então eu me lembrei daquela manhã, na qual meu tio Zeca havia deixado o aviso sobre a saúde do seu filho. Eu tinha um bom relacionamento com o meu tio Zeca quando este ainda estava vivo. Acredito que por este motivo e por eu ser médio, que ele me escolheu para dar seu aviso.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

MINHA OBSESSÃO



Recomendo esta obra.

"Minha Obsessão" - Autora - Érica Christieh 

Sinopse:  


Zoe Morgan é uma adolescente de 18 anos, tímida, de poucos amigos, que não possui sonhos e que há muito tempo não se sente notável. Ela luta insistentemente com um passado traumático e cheio de medos. Abusada sexualmente pelo próprio padrasto, Zoe tenta entender os motivos que levaram a sua mãe, Elisabeth Morgan a se preocupar mais em lhe arranjar um emprego, do que perceber o que aconteceu debaixo do próprio teto. Quando obrigada pela própria mãe a ir trabalhar na biblioteca da pacata cidade onde mora, ela conhece Arthur Bernardo, bonito, sorridente e um perfeito sedutor. Porém enquanto ela ainda luta para contar o segredo sobre os abusos causados pelo marido da mãe, se ver perdidamente apaixonada por Arthur e aprisionada por uma obsessão sem fim. Uma história apaixonante que vai prendê-lo até a última pagina.

terça-feira, 29 de março de 2016

O Amor de Catharine


Rio de Janeiro, ano de 1900. Catharine, moça humilde, foge da fazenda onde vivia com seus pais, por causa de Jorge. Vai parar na cidade do Rio de Janeiro, e acaba indo trabalhar na casa dos pais de Roberto, que está noivo de Maria Alice. Moça fútil e rica. Roberto e Maria Alice se casam e Catharine vai trabalhar na casa dos nubentes. Roberto não tem afinidade com sua esposa e cada vez mais, percebe que foi um erro ter se casado com ela, e acaba se apaixonando por Catharine. Nasce um amor forte entre os dois. O que vale a pena por amor? Será que as coisas que são feitas por amor, mesmo que machuque alguém, valem a pena? Catharine nunca teve a intenção de interferir na felicidade de Alice, mas seu amor por Roberto a deixava sem forças. Alice rica e fútil. Catharine moça humilde e cheia de amor para dar a Roberto. Ele, um belo homem, médico e em um casamento infeliz, viu em Catharine, sua empregada, a oportunidade de ser feliz. Mas até que ponto um amor pode ultrapassar as barreiras impostas pela vida?


Logo ele foi para o seu quarto e Alice o seguiu. Roberto se deitou e ela deitou-se de costas ao seu lado. Ele a abraçou por trás e gostou se sentir suas nádegas encostadas a sua virilha. Pela primeira vez eles fizeram amor anal. No inicio Alice reclamou, mas deixou que contiuasse. Queria de qualquer maneira segurar Roberto e tudo faria para ser dele a sua preferida.
O dia seguinte, Alice desceu sorridente e não perdeu a chance de jogar na cara de Catharine a bela noite de amor que tivera com Roberto.
- Ontem à noite Roberto me surpreendeu. Foi uma noite maravilhosa.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016



UM TRECHO DESTE ROMANCE PARA QUE SE DISTRAIA UM POUCO

- Claro. Evoluímos após nos aperfeiçoarmos através da reencarnação. É preciso reparar os erros cometidos no passado de cada um de nós.
- E o que quer me mostrar?
Muhard não respondeu, apenas fez um gesto com uma das mãos e diante de mim surgia uma espécie de abismo em pleno espaço.
- O que é isso? – perguntei assustado.
- O vale dos suicidas – respondeu Muhard.
- Vale dos suicidas?
- Sim. O plano para aonde todos os suicidas vão quando tiram suas próprias vidas. Todos os dias, na mesma hora que eles cometeram esta loucura, eles revivem o que fizeram com suas vidas, e diante deles aparece como tudo seria diferente se tivessem ficado se eles não cometessem suicídio. Tudo teria se resolvido, mesmo que demorasse algum tempo. Não sabiam eles, que ao cometerem suicido, interromperam um plano cósmico que havia sido posto para que fosse por eles vivido. Eles romperam um elo ao qual estavam interligados, afetando assim a vida das pessoas. Cada ser está de alguma forma interligada a outra pessoa e quando acontece deles conterem suicídio, esta ligação é desfeita, mudando completamente a vida do outro. É como se o suicida tivesse colocado um ponto final no que o cósmico tivesse planejado para ser vivido por ele.
- Então, diante do que me revela existe destino.
- Está enganado. O cósmico apenas providencia determinados acontecimentos para que se cumpram os carmas. Nenhum carma é cumprido de forma aleatória. É por isso que dizemos, que nada acontece por mero acaso.
O abismo que me era mostrado por Muhard, era tétrico, escuro, profundo, horripilante e macabro.
- E eles terão outra chance? Ou viverão este tormento eternamente?
- Depende dos seus arrependimentos. Mas se voltarem a vida, voltarão em péssima situação e terão uma vida difícil. Terão que superar inúmeras dificuldades e seus carmas serão maiores que os demais.
- Por que isso?
- Para darem mais valor a suas vidas. Terão que superar a si mesmos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015




DUALIDADE DA VIDA

O homem é um ser dual. Espírito e físico.
A dualidade do ser se manifesta da seguinte forma:
Ação física e ação espiritual.
Existência física e existência espiritual.
Mente física e mente espiritual.
O livre arbítrio tem que estar plenamente em concordância com o ser físico e o ser espiritual.
Somente a ação física sem a participação do ser espiritual, não valida o livre arbítrio.
Se o espiritual é contrário a uma ação do ser físico, o livre arbítrio não terá respaldo.
Existe um ponto onde o ser real tem a sua existência, e a ele chamamos de existência subjetiva.
São dois paralelos que se diferem. Ser objetivo (físico) e ser subjetivo (alma).
Um é infinito na sua existência micro cósmica, e o outro é infinito na sua existência absoluta (universo existencial) se transformando após deixar de existir a alma presente no físico. Do pó viemos, ao pó retornaremos. Sendo assim, tudo que existe é infinito.
Em si eles não se diferem... Mas em termos de vida são bem diferentes.
A vida no plano objetivo necessita de um tempo objetivo na mesma dimensão de sua própria existência.
Ele existe dentro de padrões que são limitados pelo corpo biológico, e este tem seu tempo biológico de vida.
Enquanto no corpo espiritual, sua existência vive independente de um corpo e tempo biológico. Apenas existe em sua própria essência e é tão infinito quanto a própria dimensão em que ele existe.
Porém ambos estão ligados entre si e existem a um só tempo. Um é parte do outro, coexistindo unidos.
Na verdade apenas existe um único ser, onde se manifesta diferentes mentes, que tentam conviver ligadas entre si e entender o que seja a vida, que vivem um com a mente subjetiva e o outro com a mente objetiva.
São formas de manifestações com diferentes estados existenciais. Porém são unos em si mesmos.



PESOS DA VIDA

O homem é um ser dual. Espírito e físico.


Quando aqui vivemos, carregamos nas mãos dois pesos. Sabemos que temos que andar sempre para frente. Estes dois pesos que carregamos em nossas mãos podem parecer que não pesam mais que duas plumas, e se assim for não atrapalham a nossa caminhada na vida, ou podem pesar toneladas e com isso não conseguimos sair do lugar. Então ficamos parados.
se ficamos parados, não vamos a lugar algum. Se ficamos Parados não somos nada. Apenas um zero à esquerda, e isso não é bom, mas se somos leves como plumas, então poderemos ir a qualquer lugar. Se somos leves, avançamos e evoluímos. Se parados, não representamos nada.
E você não quer ter um peso nas suas mãos, que pese uma tonelada? Quanto a isso, eu tenho certeza que não.
E o que faz o peso ser mais leve? Seus pensamentos e ações. Simples assim. E por ser simples, é que se torna difícil. Sim, isso mesmo. Eu disse difícil. O ser humano prefere as coisas fáceis. Não gosta do que é difícil. E é sempre mais fácil, fazer as coisas erradas. Como é difícil fazer as coisas certas que dá muito trabalho e é complicado.
É simples agradecer todos os dias a Deus pelo que temos e o que nos foi dado. Mas ao mesmo tempo é difícil, agradecermos a Ele por sermos quem somos, e termos o que temos conseguido. Por em prática suas leis que são somente dez leis. Isso sim é muito difícil para alguns. Mas muitos se esquecem de que seguido suas leis, podem ter tudo e o peso em suas mãos se tora mais leve.
Pense nisso. Verá que nem tudo parece ser difícil, se houver um bom propósito.


Do romance “Em Busca da Eternidade” por Frederic Dupree.

A MORTE – MIHA INFÂNCIA, MINHA VELHICE.


Quando somos crianças, somos cheios de vidas, cheios de sonhos, vivemos num mundo de magias e fantasias.
Tudo é tão mágico.
 É como se viver num mundo, onde a realidade se confunde com este mundo de “Faz de Contas” um mundo particular que nos fortalece os sonhos. Um mundo fora da realidade. Até em Papai Noel acreditamos, porque isso faz parte dos nossos sonhos cheios de muitas inocências e das mais puras fantasias. AHHHHHH... Como é bom sermos crianças. Depois crescemos, e estas fantasias aos poucos vão se desfazendo.
Deixamos de ser aquele herói que sonhávamos. Deixamos de lado alguns sonhos. Já não acreditamos mais em Papai Noel.
       Estamos mudando nosso modo de pensar e de sonhar. Nossos sonhos agora são outros. Eles são mais reais. Acabamos de descobrir a maldade dos homens e suas ambições. Temos que escolher ao qual lado pertencer, ou o lado da maldade, ou o lado da ambição. É quando descobrimos a nossa incapacidade e as maldades. Nossos sonhos agora são outros. São mais reais. São mais ousados e impulsivos. É que entramos na puberdade. Nos tornamos mais temerosos e revestidos de mais cuidados. Mas a nossa impulsividade continua. Agora já olhamos as meninas de outro modo. Estamos crescendo e à medida que isso acontece, criamos em nossas vidas outra fantasia. A fantasia do romantismo e nos damos conta que isso e bom. Mais estudos medem nossa capacidade. Já nos tornamos homens e não somos tão cuidadosos. Despertamos um lado que desconhecíamos. Somos homens e é preciso saber amar, ou pensar que amamos. Então fingimos e acreditamos nesta mentira. São as fantasias dos adultos. Não nos damos conta de quanto isso é falho.
Porém, amadurecemos mais e casamos. Temos filhos que como nós, passarão pelas mesmas experiências. As mesmas fantasias e um dia vão deixar de acreditar que Papai Noel, e que ele não existe. Era somente uma fantasia.
          E já estamos envelhecendo e nem havíamos nos dado conta disso. Diante do espelho as primeiras rugas aparecem. Parece que somos outra pessoa. Outra pessoa mais amarga, ou mais verdadeira, com o que acreditamos. Na verdade estamos vendo o mundo como ele é de verdade, e como somos tão frágeis. Já não pensamos mais que um dia imaginamos que éramos heróis. Bobagens de crianças. Agora temos outros medos que nos incomodam: “A morte”. A morte? Sim. Esta outra etapa que vai completar a nossa vida. Uma coisa esquisita que temos a certeza que virá. E ela existe mesmo? Enquanto crescia me fizeram acreditar que existe outra vida. É tudo tão confuso. Para mim, prefiro acreditar que a morte nunca existiu. É apenas uma mudança.
Vamos deixar este corpo físico e irmos morar num corpo somente espiritual. Será como outro nascimento, só não sabe se vamos renascer como crianças e termos os mesmo sonhos de quando éramos crianças. Mas ela virá um dia, ou mais cedo do que pensamos, ou já uma idade bem longe destes dias. Queria tanto renascer do outro lado da vida, como criança... Poder viver outros sonhos. Sonhos que me fariam acreditar novamente em Papai Noel. Quanto a isso nunca saberemos.
E quem falou que existe outra vida além desta que estamos vivendo? Foi um homem que passou por aqui. Ele também como eu foi uma criança. Não sei se como eu, teve seus sonhos. Sei apenas que ele pregava isso de outras vidas. Então, acho bom acreditar nisso. Pelo menos vou ter alguma coisa em que acreditar.


Por: Carlos Neves