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sexta-feira, 18 de março de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
UM TRECHO DESTE ROMANCE PARA QUE SE DISTRAIA UM POUCO
- Claro. Evoluímos após nos aperfeiçoarmos através da reencarnação. É preciso reparar os erros cometidos no passado de cada um de nós.
- E o que quer me mostrar?
Muhard não respondeu, apenas fez um gesto com uma das mãos e diante de mim surgia uma espécie de abismo em pleno espaço.
- O que é isso? – perguntei assustado.
- O vale dos suicidas – respondeu Muhard.
- Vale dos suicidas?
- Sim. O plano para aonde todos os suicidas vão quando tiram suas próprias vidas. Todos os dias, na mesma hora que eles cometeram esta loucura, eles revivem o que fizeram com suas vidas, e diante deles aparece como tudo seria diferente se tivessem ficado se eles não cometessem suicídio. Tudo teria se resolvido, mesmo que demorasse algum tempo. Não sabiam eles, que ao cometerem suicido, interromperam um plano cósmico que havia sido posto para que fosse por eles vivido. Eles romperam um elo ao qual estavam interligados, afetando assim a vida das pessoas. Cada ser está de alguma forma interligada a outra pessoa e quando acontece deles conterem suicídio, esta ligação é desfeita, mudando completamente a vida do outro. É como se o suicida tivesse colocado um ponto final no que o cósmico tivesse planejado para ser vivido por ele.
- Então, diante do que me revela existe destino.
- Está enganado. O cósmico apenas providencia determinados acontecimentos para que se cumpram os carmas. Nenhum carma é cumprido de forma aleatória. É por isso que dizemos, que nada acontece por mero acaso.
O abismo que me era mostrado por Muhard, era tétrico, escuro, profundo, horripilante e macabro.
- E eles terão outra chance? Ou viverão este tormento eternamente?
- Depende dos seus arrependimentos. Mas se voltarem a vida, voltarão em péssima situação e terão uma vida difícil. Terão que superar inúmeras dificuldades e seus carmas serão maiores que os demais.
- Por que isso?
- Para darem mais valor a suas vidas. Terão que superar a si mesmos.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
DUALIDADE DA VIDA
O homem é um
ser dual. Espírito e físico.
A dualidade
do ser se manifesta da seguinte forma:
Ação física e
ação espiritual.
Existência
física e existência espiritual.
Mente física
e mente espiritual.
O livre
arbítrio tem que estar plenamente em concordância com o ser físico e o ser
espiritual.
Somente a
ação física sem a participação do ser espiritual, não valida o livre arbítrio.
Se o
espiritual é contrário a uma ação do ser físico, o livre arbítrio não terá
respaldo.
Existe um
ponto onde o ser real tem a sua existência, e a ele chamamos de existência
subjetiva.
São dois
paralelos que se diferem. Ser objetivo (físico) e ser subjetivo (alma).
Um é infinito
na sua existência micro cósmica, e o outro é infinito na sua existência absoluta
(universo existencial) se transformando após deixar de existir a alma presente
no físico. Do pó viemos, ao pó retornaremos. Sendo assim, tudo que existe é
infinito.
Em si eles não se diferem... Mas em termos de vida são bem
diferentes.
A vida no plano objetivo necessita de um tempo objetivo na mesma
dimensão de sua própria existência.
Ele existe dentro de padrões que são limitados pelo corpo
biológico, e este tem seu tempo biológico de vida.
Enquanto no corpo espiritual, sua existência vive independente
de um corpo e tempo biológico. Apenas existe em sua própria essência e é tão
infinito quanto a própria dimensão em que ele existe.
Porém ambos estão ligados entre si e existem a um só tempo. Um é
parte do outro, coexistindo unidos.
Na verdade apenas existe um único ser, onde se manifesta
diferentes mentes, que tentam conviver ligadas entre si e entender o que seja a
vida, que vivem um com a mente subjetiva e o outro com a mente objetiva.
São formas de manifestações com diferentes estados existenciais.
Porém são unos em si mesmos.
PESOS DA VIDA
Quando aqui vivemos, carregamos nas mãos dois
pesos. Sabemos que temos que andar sempre para frente. Estes dois pesos que
carregamos em nossas mãos podem parecer que não pesam mais que duas plumas, e
se assim for não atrapalham a nossa caminhada na vida, ou podem pesar toneladas
e com isso não conseguimos sair do lugar. Então ficamos parados.
se ficamos parados, não vamos a lugar algum. Se
ficamos Parados não somos nada. Apenas um zero à esquerda, e isso não é bom,
mas se somos leves como plumas, então poderemos ir a qualquer lugar. Se somos
leves, avançamos e evoluímos. Se parados, não representamos nada.
E você não quer ter um peso nas suas mãos, que pese
uma tonelada? Quanto a isso, eu tenho certeza que não.
E o que faz o peso ser mais leve? Seus pensamentos
e ações. Simples assim. E por ser simples, é que se torna difícil. Sim, isso
mesmo. Eu disse difícil. O ser humano prefere as coisas fáceis. Não gosta do
que é difícil. E é sempre mais fácil, fazer as coisas erradas. Como é difícil
fazer as coisas certas que dá muito trabalho e é complicado.
É simples agradecer todos os dias a Deus pelo que
temos e o que nos foi dado. Mas ao mesmo tempo é difícil, agradecermos a Ele
por sermos quem somos, e termos o que temos conseguido. Por em prática suas leis
que são somente dez leis. Isso sim é muito difícil para alguns. Mas muitos se
esquecem de que seguido suas leis, podem ter tudo e o peso em suas mãos se tora
mais leve.
Pense nisso. Verá que nem tudo parece ser difícil,
se houver um bom propósito.
Do romance “Em Busca da Eternidade” por Frederic
Dupree.
A MORTE – MIHA INFÂNCIA, MINHA VELHICE.
Quando somos crianças, somos cheios de vidas,
cheios de sonhos, vivemos num mundo de magias e fantasias.
Tudo é tão mágico.
É como
se viver num mundo, onde a realidade se confunde com este mundo de “Faz de
Contas” um mundo particular que nos fortalece os sonhos. Um mundo fora da
realidade. Até em Papai Noel acreditamos, porque isso faz parte dos nossos
sonhos cheios de muitas inocências e das mais puras fantasias. AHHHHHH... Como
é bom sermos crianças. Depois crescemos, e estas fantasias aos poucos vão se
desfazendo.
Deixamos de ser aquele herói que sonhávamos.
Deixamos de lado alguns sonhos. Já não acreditamos mais em Papai Noel.
Estamos mudando nosso modo de pensar e de sonhar. Nossos sonhos agora
são outros. Eles são mais reais. Acabamos de descobrir a maldade dos homens e
suas ambições. Temos que escolher ao qual lado pertencer, ou o lado da maldade,
ou o lado da ambição. É quando descobrimos a nossa incapacidade e as maldades.
Nossos sonhos agora são outros. São mais reais. São mais ousados e impulsivos.
É que entramos na puberdade. Nos tornamos mais temerosos e revestidos de mais
cuidados. Mas a nossa impulsividade continua. Agora já olhamos as meninas de
outro modo. Estamos crescendo e à medida que isso acontece, criamos em nossas
vidas outra fantasia. A fantasia do romantismo e nos damos conta que isso e
bom. Mais estudos medem nossa capacidade. Já nos tornamos homens e não somos
tão cuidadosos. Despertamos um lado que desconhecíamos. Somos homens e é
preciso saber amar, ou pensar que amamos. Então fingimos e acreditamos nesta
mentira. São as fantasias dos adultos. Não nos damos conta de quanto isso é
falho.
Porém, amadurecemos mais e casamos. Temos
filhos que como nós, passarão pelas mesmas experiências. As mesmas fantasias e
um dia vão deixar de acreditar que Papai Noel, e que ele não existe. Era
somente uma fantasia.
E já estamos envelhecendo e nem havíamos nos dado conta disso. Diante do
espelho as primeiras rugas aparecem. Parece que somos outra pessoa. Outra
pessoa mais amarga, ou mais verdadeira, com o que acreditamos. Na verdade
estamos vendo o mundo como ele é de verdade, e como somos tão frágeis. Já não
pensamos mais que um dia imaginamos que éramos heróis. Bobagens de crianças.
Agora temos outros medos que nos incomodam: “A morte”. A morte? Sim. Esta outra
etapa que vai completar a nossa vida. Uma coisa esquisita que temos a certeza
que virá. E ela existe mesmo? Enquanto crescia me fizeram acreditar que existe
outra vida. É tudo tão confuso. Para mim, prefiro acreditar que a morte nunca
existiu. É apenas uma mudança.
Vamos deixar este corpo físico e irmos morar
num corpo somente espiritual. Será como outro nascimento, só não sabe se vamos
renascer como crianças e termos os mesmo sonhos de quando éramos crianças. Mas
ela virá um dia, ou mais cedo do que pensamos, ou já uma idade bem longe destes
dias. Queria tanto renascer do outro lado da vida, como criança... Poder viver
outros sonhos. Sonhos que me fariam acreditar novamente em Papai Noel. Quanto a
isso nunca saberemos.
E quem falou que existe outra vida além desta
que estamos vivendo? Foi um homem que passou por aqui. Ele também como eu foi
uma criança. Não sei se como eu, teve seus sonhos. Sei apenas que ele pregava
isso de outras vidas. Então, acho bom acreditar nisso. Pelo menos vou ter
alguma coisa em que acreditar.
Por: Carlos Neves
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